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Sáb21072018

Tite: candidato a herói nacional

Tite

 Fazia tempo que torcida e crítica não confiavam tanto na capacidade de um treinador em levar a seleção brasileira a conquistar a Copa do Mundo. Nem Luiz Felipe Scolari e Carlos Alberto Parreira juntos conseguiram tal feito quatro anos atrás. E olha que o Mundial foi no Brasil. O currículo vitorioso de ambos não os livrou da dúvida, que se mostraria acertada. Com Adenor Leonardo Bachi, a expectativa é diferente. Tite dá início neste domingo ao maior desafio de sua vida. Imenso. Mas a crença de que irá conseguir é bem forte.

Gaúcho de 57 anos, Adenor, ou simplesmente Ade no seio familiar, Gringo para as dezenas de amigos da infância no rincão de São Braz, em Caxias do Sul, que faz questão de conservar, desfruta da confiança de grande parte dos brasileiros.

Pesquisa recente da Kantar Ibope Media mostrou que 66,4% acreditam que a seleção vai ganhar a Copa da Rússia. Muito por causa de Tite.

Ele é conhecido de 89% dos brasileiros, de acordo com outra pesquisa, do Ibope Repucom. Na seleção, só fica atrás dos 97,3% de Neymar. Depois do amistoso Brasil 3 x 0 Áustria, entrevistados pelo instituto Alexandria Big Data deram nota 8,8 a Tite, algo bastante significativa para um treinador.

Até seus críticos andam suaves. Estabeleceu-se uma espécie de Tite Futebol Clube no futebol nacional. “Isso me assusta, sou um ser humano e falho como todo mundo”, disse ao Estado durante conversa em fevereiro. Não é a responsabilidade que o assusta e sim a expectativa criada. “Já me pararam no aeroporto e pediram: ‘Tite, traz o hexa para nós’. É uma carga muito grande.”

Tite é ídolo até mesmo entre os jogadores, que normalmente recorrem a frases protocolares para falar de seus treinadores. Do atual comandante, é comum que falem com admiração. Que o diga a estrela da companhia. “A chegada do Tite mudou a seleção. Todo mundo está se sentindo mais leve. E ele me surpreendeu muito como treinador. É um dos mais bem preparados e melhores com quem trabalhei”, definiu Neymar, quando perguntado sobre Tite, em ocasião passada.

Willian também age como fã ao comentar de Adenor. “Ele é mais do que um técnico, é como um pai, sabe controlar o grupo, é diferenciado. Passa a mensagem correta para os jogadores”, elogiou recentemente. Thiago Silva resume bem o que pensa o grupo. “Tite foi fundamental para a retomada da seleção.”

Essa admiração, o respeito e a confiança no treinador podem ser observados nos treinos. Todos, absolutamente todos, os jogadores do elenco escutam atentamente suas instruções e procuram fazer o que ele diz. Essa foi uma característica dessa fase de preparação iniciada em Teresópolis, Rio, e com passagem extensa por Londres.

Transparente. Sincero. Humano. Tite procura ser sempre assim. E, com olhar aguçado para as questões táticas, aberto a ideias e opiniões daqueles que confia, atento a tudo ao seu redor, ele constrói há dois anos sua história na seleção. Uma história que, a seu ver, começou com dois anos de atraso.

Após o retumbante fracasso do Brasil em 2014, Tite achou que já era sua vez. Havia conquistado títulos do Corinthians, entre eles Libertadores e Mundial, passara ano sabático estudando com alguns dos mais renomados técnicos da Europa e tinha torcida e boa parte da mídia a seu favor. Mas o então presidente da CBF Marco Polo del Nero preferiu dar nova chance a… Dunga.

Tite engoliu a seco, mas não deixou a decepção entalada na garganta. “Entendia que era a minha vez, estava preparado. Fiquei chateado”, externou sem cerimônia a sua frustração.




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