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Sáb21072018

Roberto Carlos: “Continuo recebendo nudes. E sigo guardando tudo!”

Roberto Carlos, em bate-papo no projeto Emoções em Alto-Mar Foto: Gustavo Miranda / Agência O Globo

Roberto Carlos não fugiu das perguntas mais quentes dos fãs na estreia do projeto “Emoções em alto mar”, em que canta sucessos num cruzeiro marítimo pelo litoral fluminense. Diante de uma plateia entusiasmada, o artista abriu o verbo sobre detalhes mais íntimos da vida. À vontade, o músico de 76 anos comentou até sobre seus status amoroso: apesar de solteiro, o Rei continua com suas conquistas. É o que ele garante.

— Uma vez, eu conversei com um psicólogo importante, e ele falou que, sim, é possível não só amar duas mulheres ao mesmo tempo, mas até muito mais. Essa questão tinha que ser respondida pelo Mr. Catra, né? — brincou ele, referindo-se aos incontáveis casamentos do famoso funkeiro que é pai de 33 filhos.

Vaidoso, ele não nega que se assusta com o passar do tempo. Mas isso não é problema:

— Estou conseguindo fazer as coisas direitinho — afirma, arrancando risadas ao não especificar a tais “coisas”: — Não tenho medo da velhice. Tenho pânico e horror! É um medo filho da put*… Ops, é um medo muito grande! (risos) Mas fazer o quê? A gente tem que fazer tudo para não envelhecer tanto quanto a idade. É bom ter a aparência sempre um pouquinho mais jovem. Ao menos isso nos consola.

Usuário ativo de redes sociais como Twitter e Instagram, o ícone da Jovem Guarda recebe um sem-número de “nudes” diariamente em sua conta. O assédio das admiradoras é, realmente, um fenômeno misterioso. Basta uma palavra a mais para contagiá-las com gritos histéricos.

— Olha, continuo recebendo “nudes”. E sigo guardando tudo! — responde, sob o barulho estrondoso da multidão de senhoras.

Para o público feminino, o carinho é mesmo especial. Após mais de 50 anos de carreira, o ilustre morador da Urca, na Zona Sul, se considera um bom especialista do sexo oposto. Sobre letras que desmerecem a posição da mulher na sociedade, como a recente canção “Só surubinha de leve” — o funk foi criticado ao fazer apologia ao estupro —, Roberto prefere não dar atenção.

— É difícil dizer o que tem que ser feito para melhorar isso ou aquilo. Faço o meu trabalho da melhor forma e também vejo muitos compositores fazendo o mesmo. Acho que, em todo setor da música, há canções muito boas e não tão boas. A única coisa que posso contribuir é fazer a minha música do jeito que fiz sempre, tentando ser melhor. E, vou repetir, sempre com a preocupação de tratar a mulher da melhor form: — discorre, acrescentando: — Acho que o cara que entende de mulher sabe como chegar de muitas formas, sem ofendê-la e sem agredi-la. Tem que entender bem de mulher para saber chegar devagar. A gente não pode agredir uma mulher, de jeito nenhum.

Cinebiografia à vista

Em 2019, a vida de Roberto Carlos estará nos holofotes. Nas livrarias, uma biografia inédita (e oficial) esmiuça a trajetória pessoal do cantor. Nas telonas, um filme dirigido por Breno Silveira (o mesmo de “Dois filhos de Francisco”, de 2005), com roteiro de Nelson Motta e Patrícia Andrade, transforma a história do Rei em cinema. O ator que interpretará o protagonista ainda não foi escolhido:

— Sempre pensei num cara mais bonito do que eu. Podia ser o Brad Pitt, né? — opina Roberto.

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